Planche



A Planche é um escritório de Arquitetura e Design, com foco em projetos de ambientes comerciais.

Lojas de Shopping, de Rua, Pop-Up Stores, Concept Stores, Show-rooms, Vitrines, Lojas de Roupas, Sapatos, Objetos, Acessórios, Joalherias, Livrarias, Restaurantes, Bares, Cafés, Lounges, Stands e afins. Ou seja, projetos criados e desenvolvidos a partir de um conceito de identidade.

Contamos com a parceria da Branver, escritório especializado em estratégia, desenvolvimento e gestão de marcas.

O blog da Planche tem o propósito de divulgar trabalhos, dar notícias e escrever textos sobre o nosso tema preferido: arquitetura + design.

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Barbara Strauss

Barbara Strauss . Shopping Anália Franco . 2009 . Novo Conceito

Barbara Strauss do Shopping Anália Franco, em São Paulo, a primeira loja da marca com nova identidade. O projeto fez parte do reposicionamento da marca no mercado de joias. Fui convidada pela Marton+Marton a desenvolver o projeto conceito junto com a equipe de São Paulo.

Depois da primeira loja inaugurada, desenvolvemos em parceria com a M+M os projetos das lojas Shopping Colinas (São José dos Campos), Park Shopping (Brasília), Barra Shopping (Rio de Janeiro), Barra Shopping Sul (Porto Alegre), Shopping Paulista (São Paulo) e Parque Dom Pedro (Campinas).



Projetando Lojas

Projetar uma loja não é apenas encher um ambiente de araras e produtos.
Um projeto bem-sucedido deve conseguir comunicar o conceito vendido pela marca, criar um ambiente original o suficiente para se destacar da concorrência, e vender.
O “fazer vender” é complexo porque não se limita ao espaço da loja, mas a todas as variáveis que em conjunto compõem uma marca. A inadequação do produto ao seu público alvo e a escolha incorreta do ponto de venda podem ser fatores de insucesso.
Ao desenvolver um projeto de uma loja, o arquiteto deve conhecer bem o produto a ser vendido, para que o ambiente projetado seja adequado ao seu consumidor e ao processo de compra. Para isso, deve seguir algumas regras básicas de exposição e layout. Convém que o projetista tenha um mínimo de noção de visual merchandising, já que isso contribuirá para a eficácia e rentabilidade. O merchandising visa deixar as mercadorias de maneira mais visível e atraente possível.
O conhecimento do mix direciona a setorização dos produtos e facilita a localização do consumidor dentro da loja. A divisão da exposição por ambientes dá dinâmica ao espaço, evitando o manuseio cansativo de araras contínuas e intermináveis.
O projetista deve saber quais linhas de produtos merecem maior destaque, onde serão estrategicamente colocadas dentro da loja e quais os móveis mais adequados para a exposição de cada produto. É importante também saber como funciona a dinâmica de venda: se o atendimento é exclusivo dos vendedores ou se predomina o auto-atendimento.
Outro fator indispensável é um bom projeto de iluminação. Quando aplicada corretamente, a luz destaca os produtos, valoriza suas cores e proporciona bem-estar a quem está no interior do estabelecimento. Quando usada de forma inadequada, pode esquentar, causar desconforto, e ainda mudar a cor, queimar e estragar os produtos expostos. A luz artificial é o elemento que dá o acabamento final à produção cênica da loja. Por isso é muito importante que se saiba usá-la.
ACS

Alguns trabalhos...

Selecionei alguns trabalhos abaixo, desenvolvidos quando trabalhava como gerente de criação da Marton+Marton_SP. Os projetos de criação do escritório são supervisionados pelo artista plástico, cenógrafo e designer José Antônio Marton. A Marton+Marton também desenvolve produtos e já recebeu duas premiações do IF Design Awards com suas luminárias.

ACS

VR Menswear

VR . Shopping Morumbi . São Paulo . 2009 . Novo Conceito
*Projeto desenvolvido junto à Marton+Marton





M

M . Shopping Ibirapuera . São Paulo . 2008 . Nova Marca . Novo Conceito
*Projeto desenvolvido junto à Marton+Marton






Empório Naka

Empório Naka . Shopping Eldorado . 2008. Novo Conceito
*Projeto desenvolvido junto à Marton+Marton


Avanti

Avanti . Vitrine e Instalação Loja Gabriel Monteiro da Silva . São Paulo . 2008
*Projeto desenvolvido junto à Marton+Marton



La Lampe

La Lampe . Instalação Loja Gabriel Monteiro da Silva . São Paulo . 2008
*Projeto desenvolvido junto à Marton+Marton




Lilica & Tigor

Lilica & Tigor . Shopping Curitiba . Curitiba . 2008 . Novo Conceito
*Projeto desenvolvido junto à Marton+Marton



Cori

Cori . Shopping Iguatemi . Porto Alegre . 2007
*Projeto desenvolvido junto à Marton+Marton



Cori . Shopping Jardim Sul . São Paulo. 2006

Cori . Shopping Leblon . Rio de Janeiro . 2006

Brand Spaces . Espaços de Marca

Brand Spaces, ou Espaços de Marca, são ambientes de contato direto das empresas com o seu público consumidor.

O exemplo mais comum deste tipo de espaço são as lojas que vendem produtos ou serviços de uma única marca. Muitas destas empresas já nasceram tendo o ponto comercial próprio ou franquia como o seu único canal de venda e principal ponto de contato da marca.
Outras empresas, já tendo os seus produtos amplamente distribuídos em pontos de venda multi-marcas, viram na criação de um espaço de consumo direto uma oportunidade de fortalecer a marca própria. É o caso da Galeria Melissa, Nike Town, Gelateria Parmalat, Apple Store, Sony Style, Adidas e Havaianas.

Há também as empresas que passam pelo processo inverso, em que suas marcas são criadas através do ponto de venda multi-marca. A Daslu, por exemplo, é hoje sinônimo de marca de luxo. Agregou valor das marcas já vendidas para a marca própria posteriormente criada.
Existem ainda as empresas que criam espaços para o consumidor apenas ter uma experiência com a marca, onde nenhum produto principal é vendido. É o caso do Palazzo Versace Hotel, Casa Camper Hotel, Armani Café e Volkswagen Museum.

O Espaço de Marca é um forte ponto de contato com o consumidor, porque trabalha com os sentidos. É mais complexa, mais intensa, mais envolvente e passa uma mensagem subliminar, mais sutil e menos invasiva que outras mídias. O espaço tridimensional dispõe de uma grande quantidade de elementos, emite diversas informações ao mesmo tempo e gera inúmeras impressões no seu visitante.

O ambiente arquitetônico, além de poli-sensorial, funciona como um forte canal de comunicação. A comunicação está presente em elementos de composição do espaço, como cores, materiais, formas, proporções, iluminação, entre outros. Em conjunto, estes elementos criam uma identidade visual única capaz de ser reconhecida quando repetida em outro ambiente. Isto não significa que os espaços de uma marca sejam sempre iguais.

Quanto mais popular é a marca, mais simples e redundante é a comunicação. É o caso das marcas McDonald’s e Benetton, cujos pontos de venda seguem modelos rígidos de padronização. Já as marcas mais sofisticadas procuram personalizar os seus espaços. A identidade principal do ambiente permanece a mesma, mas recebe influências de outros fatores como cultura local e hábitos de consumo. É também comum as marcas escolherem alguns pontos para projetos especiais: são as chamadas Flagships ou Concept Stores.


O conhecimento da linguagem arquitetônica permite ao projetista induzir a experiência que o visitante terá dentro do espaço. O profissional contratado, arquiteto ou designer, deverá ser capaz de traduzir os valores e a identidade da marca no ambiente projetado. Mesmo para uma marca pequena é importante que os seus espaços já sejam estrategicamente projetados de acordo com a sua identidade. Um bom projeto diferencia a marca no mercado e demandará menos investimento com a expansão do negócio.
ACS